O delegado russo diminuiu a importância da ausência, alegando que o almoço "é um entretenimento". Putin justificou que deixou o G20 por questões de agenda e para poder dormir um pouco antes de voltar ao trabalho na segunda-feira. "Para que não haja nenhuma especulação, fica aqui o ministro das Finanças (Anton Siluanov), e ele informará sobre nossos esforços em matéria da luta contra o ebola", afirmou Putin antes de partir para Moscou.
O presidente russo também disse que tinha tido tempo de se despedir de algum de seus parceiros. "Falei com Tony (Abbot, primeiro-ministro da Austrália) e ele o entendeu, portanto aqui não há outras interpretações. Também pude me despedir de alguns colegas", acrescentou.
Antes de deixar a cúpula, o chefe do Kremlin concendeu entrevista e advertiu que a imposição de sanções ao país "prejudica todas as partes". O presidente russo respondeu assim às ameaças de possíveis novas sanções que foram feitas durante a cúpula pela União Europeia e Reino Unido, e às críticas pela intervenção russa na Ucrânia da parte bloco ocidental do G20.
O presidente russo assegurou que a Rússia fará todo o possível para evitar uma escalada da tensão e melhorar a situação no leste da Ucrânia e se mostrou otimista ao assegurar que "se veem tendências, condições e progressos promissórios". "Acho que a situação melhorará", disse Putin em entrevista coletiva fechada e divulgada pela imprensa russa.
Putin ressaltou que o conflito não foi abordado nas discussões do grupo, que estiveram centradas no crescimento econômico, mas sim em reuniões bilaterais "muito francas, substanciosas e de ajuda". "A Rússia tem seus motivos e eles me expressaram suas preocupações", disse o presidente russo, assegurando que sua prioridade são os interesses das pessoas que vivem na região de conflito.
A cúpula do G20, que termina neste domingo, é dedicada a impulsionar o crescimento econômico, mas foi atingida pelas críticas do bloco de países ocidentais do grupo à Rússia e sua intervenção na Ucrânia.
Críticas de EUA, Austrália e Japão
Estados Unidos, Austrália e Japão criticaram neste domingo (16) a Rússia por sua anexação da Crimeia e sua interferência no leste da Ucrânia, em um encontro trilateral que mantiveram à margem da cúpula do Grupo dos Vinte (G20) realizado em Brisbane.
A cúpula do G20, que termina neste domingo, é dedicada a impulsionar o crescimento econômico, mas foi atingida pelas críticas do bloco de países ocidentais do grupo à Rússia e sua intervenção na Ucrânia.
Críticas de EUA, Austrália e Japão
Estados Unidos, Austrália e Japão criticaram neste domingo (16) a Rússia por sua anexação da Crimeia e sua interferência no leste da Ucrânia, em um encontro trilateral que mantiveram à margem da cúpula do Grupo dos Vinte (G20) realizado em Brisbane.
A crítica foi feita em uma declaração conjunta do presidente americano, Barack Obama, e dos primeiros-ministros da Austrália, tony Abbott, e Japão, Shinzo Abe, segundo a agência de notícias 'AAP'.
Os três também pediram para levar à Justiça os responsáveis pela queda do voo MH17 da Malaysia Airlines, que caiu com 298 pessoas a bordo no leste da Ucrânia em julho, supostamente abatido por um míssil lançado desde território controlado pelas milícias pró-russas.
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